quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Abaixo-assinado reúne 1,5 milhões de assinaturas contra alterações ao Código Florestal

Representantes do Comité de Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável apresentaram hoje um abaixo-assinado com 1,5 milhões de assinaturas contra as alterações do projecto do novo Código Florestal do Brasil.
O documento foi entregue ao secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, publicou a Agência Brasil. O comité responsável pela recolha das assinaturas reúne organizações como o Greenpeace, o WWF Brasil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras. Além de entregarem a petição, os ambientalistas exigiram a mobilização dos partidos que apoiam o governo para impedir a aprovação de um texto que prejudique a preservação ambiental.
A ex-ministra brasileira do Ambiente, Marina Silva, frisou que os partidos que apoiam o governo precisam de se mobilizar para "fazer prevalecer os compromissos assumidos pela Presidente" Dilma Rousseff. "Isso até agora não aconteceu, como tínhamos expectativa", disse a ex-ministra e também candidata às eleições presidenciais de 2010, reforçando que a mobilização sempre acontece quando o assunto é do interesse do governo.
O Senado brasileiro deverá votar amanhã o projeto que altera a legislação de proteção das florestas. O texto original sofreu várias modificações durante a sua passagem pela Câmara dos Deputados para atender às reivindicações dos produtores rurais, o que gerou protestos entre os ambientalistas. Caso os senadores não atendam às reivindicações, os ambientalistas voltarão à sua campanha para pressionar Dilma Rousseff a vetar os pontos da lei considerados prejudiciais para o meio ambiente.
Entre os aspetos criticados estão a redução das áreas de preservação permanente nas ribeiras e a não punição aos agricultores que destruíram floresta até 2008. Os produtores rurais, porém, argumentam que a legislação brasileira de preservação ambiental é uma das mais rigorosas do mundo, o que lhes tira competitividade.
LUSA/DN

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Desmantelar centrais nucleares vai custar à Suíça mais de 16 mil milhões de euros

Os custos ligados ao desmantelamento das cinco centrais nucleares na Suíça foram estimados em 20,7 mil milhões de francos suíços (16,8 mil milhões de euros) e os trabalhos deverão durar 20 anos, anunciaram ontem as autoridades helvéticas.
O estudo, publicado pelo Departamento Federal da Energia, reviu em alta os custos em relação à estimativa anterior, datando de 2006.
A fase de pós-exploração, que deverá durar cinco anos, começa imediatamente depois da paragem definitiva da central e prevê a transferência do combustível para um armazém temporário. O seu custo está estimado em 1,7 mil milhões de francos suíços (cerca de 1,3 mil milhões de euros).
A etapa mais longa, entre 15 e 20 anos, é a da desmontagem e desmantelamento completo das centrais nucleares e do local armazenamento de Würenlingen, no Norte do país. Custará três mil milhões de francos suíços (cerca de 2,4 mil milhões de euros).
Com custos estimados em 16 mil milhões de francos suíços (13 mil milhões de euros), a etapa mais cara será a da gestão dos resíduos radioactivos. Inclui a construção e exploração de instalações de gestão do lixo nuclear, bem como o seu reprocessamento.
No final de Setembro, o Parlamento suíço aprovou a saída progressiva do nuclear, até 2034, numa reacção ao acidente na central de Fukushima, no Japão. A Suíça tem cinco reactores nucleares. De acordo com as recomendações emitidas no final de Maio pelo Governo, o reactor de Beznau I deverá ser desligado da rede em 2019, os de Beznau II e Mühleberg em 2022, o de Gösgen em 2029 e o de Leibstadt em 2034.
AFP
PÚBLICO

13 milhões de rolhas fizeram nascer 13 mil árvores em 3 anos

A recolha de mais de 13 milhões de rolhas de cortiça possibilitou a plantação de 13 mil novas árvores em Portugal. Os números são da Quercus, patrocinadora do projecto Green Cork – Reciclagem de Rolhas de Cortiça, em parceria com a Corticeira Amorim, o Continente e a Biological. O objectivo é não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”, que utilizará exclusivamente árvores da floresta autóctone, entre os quais o sobreiro.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição (hipermercados e centros comerciais) já existentes, o que permite obter um sistema de recolha sem custos adicionais, de modo a que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. As rolhas de cortiça recicladas não são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm outras aplicações que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial, nomeadamente em isolamentos que substituem e se tornam mais competitivos do que aos seus equivalentes sintéticos.
Lançado em 2008, o projecto tem «angariado» as escolas como dinamizadores deste tipo de reciclagem, recebendo um «rolhinhas» (contentor específico) e várias sessões de sensibilização e formação. De acordo com o Relatório Green Cork de 2010, em 2009 apenas 250 escolas estavam inscritas neste programa, valor que subiu para as 1500 em 2010. Para o ano lectivo em curso as inscrições ainda estão em curso até dia 2 de Dezembro.
Tendo-se já afirmado como um projecto de sucesso, os responsáveis do Green Cork perspectivam o reforço de actuação local, através da criação de incentivos para os municípios de modo a que integram a reciclagem de rolhas de cortiça nas fileiras de recolha selectiva municipal. Os incentivos poderão passar pela entrega de árvores gratuitamente, no âmbito do alargamento do projecto Criar Bosques, também da Quercus. Outra vertente em análise é a internacionalização do projecto para Espanha, criando numa rede de recolha semelhante através da criação de parcerias.

Lúcia Duarte