quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CADA PORTUGUÊS PRODUZIU 511 QUILOS DE LIXO EM 2010


Cada português produziu em média 511 quilogramas de lixo em 2010, num total de 5,1 milhões de toneladas, valor acima da meta fixada para Portugal, mas ligeiramente abaixo da média europeia, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O Relatório do Estado do Ambiente elaborado pela APA refere que, dos 5,184 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal continental, 85% corresponde a recolha indiferenciada e 15% a recolha selectiva – um valor que aumentou face a 2009 (13%).
O aterro foi o destino para mais de metade (61%) dos resíduos produzidos, com tendência de descida, seguindo-se a incineração com recuperação de energia, com 18%. A valorização orgânica foi a opção para 8% dos resíduos. O lixo recolhido em ecopontos ou porta a porta ascendeu a 356 mil toneladas.
O Norte e Lisboa e Vale do Tejo foram as regiões com maior produção de resíduos urbanos, com 31% e 39%, respectivamente, situação “muito possivelmente relacionada com o maior poder de compra e com a grande concentração de actividades económicas”, explica o documento. Do total de resíduos urbanos, cerca de metade são biodegradáveis. Destes, 64% vão para aterro, apesar dos esforços para a construção de infra-estruturas de valorização para cumprir os objectivos previstos na directiva comunitária.
Nos últimos anos, a produção de resíduos urbanos em Portugal tem aumentado a uma taxa superior ao desenvolvimento económico (Produto Interno Bruto - PIB), que desacelerou devido à crise económica. Nos últimos 15 anos (entre 1995 e 2010) aumentou o lixo produzido pelos portugueses. As excepções são os anos de 2001 e 2004, quando se registou um ligeiro decréscimo, e 2010, quando os valores se mantiveram.
A produção de resíduos urbanos em 2010 foi superior em cerca de 111 mil toneladas à meta estabelecida pelo Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), de 5,073 milhões de toneladas. Na União Europeia, a média de produção de resíduos era de 512 quilogramas por habitante em 2009, último ano com dados disponíveis.
PÚBLICO

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ORYZON E TIMBERLAND PLANTAM SEIS MIL ÁRVORES


A Timberland escolheu a Oryzon Energias para coordenar a plantação de seis mil árvores na Quinta da Peninha, no Parque Natural de Sinta-Cascais, fustigada há cerca de três anos por incêndios.
Este é o segundo ano consecutivo em que a marca de roupa e calçado elegeu a empresa do Grupo Catarino
para materializar o projecto, sendo as espécies autóctones escolhidas o carvalho-negral, pinheiro-manso e
medronheiro. “O objectivo passou por replantar uma área ardida com espécies que permitam criar uma barreira
contra os fogos que habitualmente deflagram naquela zona”, indicou fonte ligada à organização da iniciativa.
Mais de 230 colaboradores da Timberland reuniram-se para levar a cabo a acção de reflorestação, numa área que é gerida pelo Instituto de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Recorde-se que a Oryzon Energias já foi parceira para a compensação das emissões de gases com efeito de estufa de organizações como a Brodheim (em 2010 e 2011) e o Rock in Rio Lisboa (edição de 2010).
AURINEGRA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DESFLORESTAÇÃO NA AMAZÓNIA CAI PARA MÍNIMO HISTÓRICO

A desflorestação da Amazónia brasileira registou no último ano o seu nível mais baixo desde 1988, quando tiveram início medições regulares com imagens de satélite.
Amazónia: desflorestação cai novamente para mínimo histórico
A destruição da floresta amazónica tem vindo a cair desde 2004, quando atingiu perto de 28 mil quilómetros quadrados – quase a área de todo o Alentejo (31 mil quilómetros quadrados).
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – organismo que monitoriza a desflorestação – foram abatidos 6238 quilómetros quadrados de floresta entre Agosto de 2010 e Julho de 2011. A queda foi de 11,7 por cento em relação ao ano anterior.
Para a ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira,“é uma taxa histórica e representativa, sinalizando que continuamos com a nossa determinação de reduzir o desmatamento na Amazónia”. As declarações citadas pelo jornal O Estado de São Paulo foram proferidas na apresentação dos números no início de Dezembro, em Brasília.
A destruição da floresta amazónica tem vindo a cair desde 2004, quando atingiu perto de 28 mil quilómetros quadrados – quase a área de todo o Alentejo (31 mil quilómetros quadrados). A redução da área desflorestada é atribuída a medidas do Governo, mas também à variação nos preços dos produtos alimentares que resultam num maior ou menor estímulo à transformação da floresta em área agrícola.
Já em 2009/2010, a área desflorestada tinha-se ficado nos 7000 quilómetros quadrados. Nos 12 meses anteriores, tinha sido de 7500 quilómetros quadrados. Para o último ano, temia-se um aumento - em função de dados preliminares, obtidos com imagens de satélite de menor resolução. Mas, com dados mais detalhados, o retrato foi no sentido contrário.
Segundo o jornal Público, o anúncio da nova queda na desflorestação coincide com a tramitação, no Senado brasileiro, do Código Florestal, uma legislação que ambientalistas temem que incentive o abate de mais árvores. Numa versão preliminar, aprovada pelo Congresso em Maio, a proposta de Código Florestal previa reduzir a área florestal que deveria ser mantida intocada e amnistiava os cortes ilegais feitos antes de Julho de 2008.
A nova versão aproxima mais as posições defendidas pelos ambientalistas, mas ainda é alvo de críticas. O Governo admite mesmo que, com este código, ambiciona mais a recuperação de 300 mil quilómetros quadrados de áreas antes ocupadas por florestas, do que estimular a desflorestação.