quarta-feira, 20 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
"OS VERDES" ENTREGAM CARTA ABERTA A OBAMA
Uma delegação do Partido
Ecologista “Os Verdes”, que inclui a Deputada Heloísa Apolónia, desloca-se
amanhã, 19 de Junho, pelas 11.00h, à embaixada dos Estados Unidos da América,
em Lisboa, com o objetivo de proceder à entrega de uma carta aberta a Barack Obama,
que visa reivindicar a responsabilização dos Estados Unidos da América para as
matérias ambientais globais, na véspera da abertura da Conferência Rio +20, que
se inicia na próxima quarta-feira.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
POR UM MELHOR AMBIENTE...
Na rua, na fábrica, na escola, no nosso dia-a-dia, as boas práticas ambientais não podem ser descuradas, não podem ser apenas letra morta num qualquer plano estratégico apenas para “inglês ver”.
Porque é o nosso futuro, e sobretudo o das gerações vindouras, que está em jogo, há que trabalhar para que qualquer plano, qualquer estratégia pessoal ou colectiva, seja um instrumento para o futuro ambiental de todos nós. E não um conjunto de ideias virtuais.
Cada um de nós pode fazer muitas coisas simples para salvar a terra, para defender o ambiente, para ajudar na construção de uma melhor qualidade de vida. Assim, entre muitas outras coisas, reduza os sacos de plástico, use detergentes menos poluentes, coloque um compressor redutor de caudal nas suas torneiras, acerte as temperaturas do seu frigorífico e (ou) arca congeladora (a temperatura recomendável para o frigorífico é de 6º C e, para a arca congeladora, de – 18º C), desligue o ferro de engomar um pouco antes de acabar de passar pois ele continuará a difundir calor, não deixe a água a correr enquanto lava os dentes ou faz a barba, use lâmpadas incandescentes mais económicas - como as de crípton, tungsténio-hologénio ou com revestimento reflector de infra-vermelhos - em vez das “tradicionais”, tenha o seu carro sempre bem afinado pois um carro afinado gasta menos 9% de emissões tóxicas e esta é a maneira mais fácil de o fazer poupar gasolina, não trave nem acelere bruscamente, use pilhas recarregáveis (elas duram mais do que as alcalinas e têm um peso menor no nosso problema do lixo perigoso), poupe papel e prefira produtos naturais para travar a erosão, durante os períodos de seca não desperdice água regando a relva que começa a ficar castanha (trata-se de um processo de hibernação, e voltará ao normal depois das primeiras chuvas), separe os jornais do outro lixo e mande-os reciclar, compre ovos em embalagem de cartão e não de esferovite, compre legumes, cogumelos, carne, etc., avulso e não embalados, leve uma chávena para o emprego em vez de usar copos de papel, deixe de caçar e comece a disparar com a máquina fotográfica, deixe de fumar, ande a pé ou de bicicleta, coma para viver e não o contrário, seja sociável.
Para além destas coisas simples, há outros exemplos a ter em conta e que têm vindo a ser realizados nas empresas, nas escolas e noutras instituições. Aqui, nota-se uma preocupação constante pelo ambiente e pelo direito de trabalhadores, alunos e outras camadas da população a um melhor ambiente, a uma melhor qualidade de vida.
Merece também destaque João Petronilho (autor do livro “Fauna do Concelho de Mira” e de vários trabalhos no domínio da ornitologia, nomeadamente no campo da ecologia alimentar, anilhagem e censos de aves) que foi mesmo premiado por uma das suas fotos, saindo vencedor do concurso nacional de fotografia do Parque Biológico de Gaia. Com paixão militante ou de forma mais “soft”, cada um de nós deve fazer o que está ao seu alcance por um ambiente mais saudável, por uma melhor qualidade de vida, por um melhor futuro para nós e para as gerações futuras.
ANTÓNIO VERÍSSIMO
segunda-feira, 11 de junho de 2012
ÍLHAVO VAI TER NOVO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO MARINHA
Vai nascer entre o Porto
de Pesca Costeira/Lota e o Jardim Oudinot, em Ílhavo, um novo centro de
investigação e transferência de tecnologia dedicado às questões do mar.
Chama-se «ECOMARE» e conta com o apoio da Universidade de Aveiro (UA) e da
Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem.
O futuro centro é apresentado hoje, Dia Mundial dos Oceanos, numa sessão onde será assinado o protocolo entre a UA, a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro, avança a UA.
O futuro centro é apresentado hoje, Dia Mundial dos Oceanos, numa sessão onde será assinado o protocolo entre a UA, a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro, avança a UA.
O «ECOMARE» vai ser constituído pelo Centro de Extensão e de
Pesquisa Ambiental e Marinha (CEPAM) e a Unidade de Pesquisa e Recuperação de
Animais Marinhos (UPRAM). O objectivo é desenvolver prestação de serviços de
investigação e desenvolvimento tecnológico e transferência de tecnologia a
empresas e organizações governamentais e internacionais, no âmbito do mar, com
vista ao aproveitamento sustentável dos recursos marinhos.
O novo centro terá uma biblioteca de organismos vivos (Biblioteca de Invertebrados Marinhos e Simbiontes Microbianos), com tanques que recriarão as condições de vida naturais e que permitirão um estudo continuado dos organismos vivos. A unidade CEPAM dedicar-se-á ainda a estudos e conservação da biodiversidade, tirando partido da relação umbilical da Ria de Aveiro com o meio marinho.
As funções a desenvolver pela outra unidade, a UPRAM, inclui a gestão do Banco de Tecidos de Animais Marinhos que vai permitir o estudo de contaminações, doenças, e parasitoses da fauna marinha, como alerta de potenciais contaminações e com ênfase particular nas que podem ter impacto na saúde humana.
O ECOMARE constitui um projeto âncora do programa de ação do Cluster do Conhecimento e Economia do Mar e consubstancia a primeira linha prioritária do cluster, que visa Desenvolver a I&DT+I e a economia do Mar.
Em Julho de 2009, o «ECOMARE» foi apresentado a concurso no âmbito do Sistema de Apoio a Infraestruturas Científicas e Tecnológicas do Programa Operacional Regional do Centro (SAICT) e foi aprovado, totalizando o valor de 4.8 milhões de euros.
O concurso para construção da infraestrutura, financiada pelo SAICT, deverá ser lançado ainda este ano.
O novo centro terá uma biblioteca de organismos vivos (Biblioteca de Invertebrados Marinhos e Simbiontes Microbianos), com tanques que recriarão as condições de vida naturais e que permitirão um estudo continuado dos organismos vivos. A unidade CEPAM dedicar-se-á ainda a estudos e conservação da biodiversidade, tirando partido da relação umbilical da Ria de Aveiro com o meio marinho.
As funções a desenvolver pela outra unidade, a UPRAM, inclui a gestão do Banco de Tecidos de Animais Marinhos que vai permitir o estudo de contaminações, doenças, e parasitoses da fauna marinha, como alerta de potenciais contaminações e com ênfase particular nas que podem ter impacto na saúde humana.
O ECOMARE constitui um projeto âncora do programa de ação do Cluster do Conhecimento e Economia do Mar e consubstancia a primeira linha prioritária do cluster, que visa Desenvolver a I&DT+I e a economia do Mar.
Em Julho de 2009, o «ECOMARE» foi apresentado a concurso no âmbito do Sistema de Apoio a Infraestruturas Científicas e Tecnológicas do Programa Operacional Regional do Centro (SAICT) e foi aprovado, totalizando o valor de 4.8 milhões de euros.
O concurso para construção da infraestrutura, financiada pelo SAICT, deverá ser lançado ainda este ano.
CIÊNCIA HOJE
quarta-feira, 16 de maio de 2012
VÍRUS INOFENSIVO PODE GERAR ENERGIA ELÉCTRICA
Cientistas da universidade norte-americana de Berkeley desenvolveram um método que utiliza vírus inofensivos para converter energia mecânica em electricidade. Os investigadores conseguiram criar um gerador capaz de produzir a corrente necessária para iluminar um pequeno ecrã LCD, que funciona pressionando com um dedo um eléctrodo do tamanho de um selo dos correios. O estudo está publicado na «Nature Nanotechnology».
O botão que se pressiona está coberto de uma fina camada de vírus
desenhados especialmente para o efeito e que convertem a força aplicada
numa carga eléctrica.
Trata-se de um primeiro gerador capaz de produzir electricidade mediante o aproveitamento das propriedades piezoeléctricas de um material biológico. A piezoelectricidade é a capacidade que tem um sólido de acumular carga eléctrica como resposta a uma tensão mecânica (como acontece num gira-discos, por exemplo). Este método poderá dar lugar ao fabrico de pequenos dispositivos que produzam energia a partir de dos movimentos habituais em qualquer tarefa quotidiana, como subir as escadas.
É necessário fazer mais investigação, admitem os cientistas. Mas este trabalho é um primeiro passo para o desenvolvimento de geradores pessoais que poderão ser utilizados em nano-dispositivos e outros mecanismos baseados na electrónica de vírus, explica Seung-Wuk Lee, cientista da Universidade de Berkeley, professor de Bioengenharia e director desta investigação.
Vírus M13
Os investigadores utilizaram o vírus bacteriófago M13, que ataca apenas as bactérias sendo, assim, inofensivo para os humanos. Por ser um vírus consegue reproduzir-se aos milhões em poucas horas proporcionando um fornecimento constante. Além disto, é fácil de manipular geneticamente.
CIÊNCIA HOJE
Trata-se de um primeiro gerador capaz de produzir electricidade mediante o aproveitamento das propriedades piezoeléctricas de um material biológico. A piezoelectricidade é a capacidade que tem um sólido de acumular carga eléctrica como resposta a uma tensão mecânica (como acontece num gira-discos, por exemplo). Este método poderá dar lugar ao fabrico de pequenos dispositivos que produzam energia a partir de dos movimentos habituais em qualquer tarefa quotidiana, como subir as escadas.
É necessário fazer mais investigação, admitem os cientistas. Mas este trabalho é um primeiro passo para o desenvolvimento de geradores pessoais que poderão ser utilizados em nano-dispositivos e outros mecanismos baseados na electrónica de vírus, explica Seung-Wuk Lee, cientista da Universidade de Berkeley, professor de Bioengenharia e director desta investigação.
Vírus M13
Os investigadores utilizaram o vírus bacteriófago M13, que ataca apenas as bactérias sendo, assim, inofensivo para os humanos. Por ser um vírus consegue reproduzir-se aos milhões em poucas horas proporcionando um fornecimento constante. Além disto, é fácil de manipular geneticamente.
Para determinarem se o vírus era piezoeléctrico, aplicaram um campo
eléctrico numa película de vírus M13, observando o que ia acontecendo
com um microscópio. Viram, então, que as proteínas helicoidais que
envolvem os vírus se retorciam e giravam, um sinal seguro do efeito
piezoeléctrico.
Os cientistas melhoraram o sistema empilhando películas compostas de
camadas individuais de vírus. Uma pilha de 20 camadas de espessura
mostrou um maior efeito piezoeléctrico. Fabricaram, depois, um gerador
de vírus, baseado nessa energia. Criaram condições para que os vírus
modificados geneticamente se organizassem espontaneamente numa película
de camadas múltiplas, que se intercalou depois entre dois eléctrodos
revestidos a ouro e conectados por cabos a um ecrã LCD.
Quando se aplicou pressão sobre o gerador, este produziu um máximo de
seis nano-amperes de corrente e 400 milivolts de potência. Os
investigadroes estão ainda a tentar melhorar esta técnica.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Barragem de Foz Tua: Ambiente, energia e património vs lucro capitalista
Começou o ano passado a construção de uma das barragens mais controversas dos últimos anos. Questões se levantam: qual o impacto desta obra para a região de Trás-os-Montes e sua população? Qual o impacto económico para o país? Em que condições se faz esta obra? Qual a mais-valia que ela vai trazer? Quem são os beneficiados com esta obra?
Qual o impacto desta obra para a região?
A barragem de Foz Tua, parte do Plano Nacional de Barragens, está a ser construída no Alto Douro Vinhateiro, classificado pela UNESCO como património da humanidade. A obra irá pôr seriamente em causa esse património causando danos irreparáveis a nível ambiental e cultural. A região perderá também grande parte da histórica linha do Tua, e com ela, um potencial turístico enorme, e um meio de transporte único e imprescindível para a população local, estando as alternativas prometidas pelos responsáveis pela obra muito aquém das necessidades da região.
Qual o impacto económico para o país?
Em números oficiais o Plano Nacional de Barragens custará ao Estado cerca de 3 mil milhões de euros, mas estes números não correspondem ao custo total de todo o empreendimento, esse vai custar, entre juros bancários, subsídios e pagamento de obras, mais de 16 mil milhões de euros! 49 milhões de euros por ano haja ou não produção energética. Uma renda paga às concessionárias hidro-eléctricas.
Com um investimento desta dimensão qual é então o impacto na produção eléctrica? O aumento líquido da produção eléctrica deste invesmento é 0! As barragens irão produzir uma quantidade de energia hidro-eléctrica igual à energia eólica que necessitam para funcionar. Servirão apenas como pilhas gigantes para essa energia eólica, servirão também para as concessionárias comprarem o excesso de energia eólica produzida em períodos de baixo consumo (período da manhã) a preços muitos baixos ou mesmo custo zero, para depois a venderem em forma hidro-eléctrica ao preço da “hora de ponta”, constituindo essa diferença em conjunto com as rendas, os lucros das concessionárias. Isso irá tornar Portugal, num espaço de menos de 10 anos, no país com a energia mais cara do mundo! Ultrapassando países como a Alemanha e a Dinamarca.
Então a mais-valia que o Plano Nacional de Barragens vai trazer é um aumento de produção energética de zero, vai-nos custar ao longo de 75 anos de contrato mais de 16 mil milhões de euros, ou seja mais dívida pública, e o que vamos ganhar com isso? O preço mais caro do mundo, a destruição de património da humanidade irrecuperável, a destruição de vários rios com potencial turístico. Tudo isto para criar pilhas gigantes de energia eólica que servirão para a especulação das concessionárias, essas sim as verdadeiras beneficiárias deste Plano.
Não haverá alternativa a esta política energética?
Vários estudos já concluíram que um investimento a eficiência no uso da potência actual traria poupanças de energia muito superiores no médio-longo prazo, um investimento na reabilitação e expansão da Linha do Tua, combinado com um investimento sério no desenvolvimento turístico dessas regiões trariam ganhos para as mesmas, e para Portugal como um todo muito superiores. Mas então sendo esse o caso, porque não se procede desse modo?
Para responder a essa questão teremos de ver quem realmente tem o poder decisório nas suas mãos, poder que advém de ter nas suas mãos o controlo dos meios de produção, neste caso do sector chave da energia. Esses são as grandes empresas energéticas como a EDP. Em face a todos estes estudos já realizados por diversas organizações como a Quercus, estudos esses enviados à própria troika, o que sucedeu? A troika não deu qualquer resposta, a EDP não só continuou a obra como acelerou a sua realização de forma drástica, sem qualquer respeito pela segurança dos trabalhadores, que num espaço de meses já sofreram 10 acidentes graves, em que 4 pessoas perderam a vida e outros tantos ficaram gravemente feridos. Enquanto o sector da energia se mantiver em mãos privados ou refém de interesses privados, que procuram a maximização dos seus lucros a qualquer custo, que controlam através do seu enorme poder económico o poder político, como se viu com o caso da última “demissão” do secretário de Estado da Energia quando este entrou em conflito com os interesses da EDP, a política energética seguida será sempre aquela que beneficia esses interesses e não o interesse geral das populações e do país.
A única forma de existir uma gestão do sector energético, ou qualquer outro sector chave, feita para benefício da comunidade e dos trabalhadores é que essa gestão e controlo sejam feitos de forma democrática por esses mesmos trabalhadores e comunidade. Só assim se poderá tomar decisões que coloquem as comunidades e o bem-estar geral acima do lucro dos milionários que detém actualmente o controlo desses sectores. A democratização do poder político passa obrigatoriamente pela democratização do poder económico, pois estes estão intimamente interligados.
Pela nacionalização do sector energético sob controlo e gestão democrática dos trabalhadores e utentes! Pela paragem imediata da construção da barragem Foz Tua e de todo o Plano Nacional de Barragens!
SOCIALISMO REVOLUCIONÁRIO -Comité para uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
quarta-feira, 28 de março de 2012
Segundo a Quercus, Portugal devia adoptar um uso eficiente da água
A coordenadora
do grupo da Água na Quercus, Carla Graça, defendeu que Portugal
devia de implementar um plano para o uso mais eficiente da água, que considera
indispensável no atual contexto de alterações climáticas.
Para a ambientalista, a conclusão dos projetos de regadio
associados a barragens já construídas será “o caminho” que deve ser adotado:
“em tempos de seca como os que atravessamos, poderia fazer alguma diferença, no
entanto, temos de questionar de que forma o regadio, num contexto de alterações
climáticas, será a resposta. Podemos não ter água para armazenar”.
O país deve “ter medidas de uso eficiente da água. Existe um
plano para o uso eficiente da água mas que ainda não foi adotado. Temos de
poupar a água que vamos tendo”, acrescentou Carla Graça.
A maior parte dos projetos de regadio anunciados há muitos
anos estão por concluir desde o caso recente do Alqueva a estruturas como o
Vale do Lis ou do Mondego. Salientando que o Governo já estabeleceu como
objetivo a conclusão dos projetos de rega e que “também se fala em expandir”, a
ambientalista defendeu que “era importante um consumo eficiente em vez de se
expandir”.
Será “esse o caminho numa altura de alterações climáticas”,
frisou.
Por seu lado, o arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles disse que os
sistemas de rega funcionam “muito mal” porque “não há uma política de
ordenamento do território”.
“Não há sistemas de planeamento e de organização. Não é
respeitada a organização territorial com base nas reservas agrícolas. Tudo está
voltado para a florestação e a construção civil”, lamentou.
“Era preciso uma política diferente de alto a baixo. Nunca
se deu importância à agricultura e agora é que se dá importância com o
despovoamento e a desertificação”, defendeu Ribeiro Telles.
O arquiteto alertou também que a falta de regadios e a
desertificação do interior são problemas que aumentam as importações de
produtos alimentares e o risco de incêndios porque “quando desaparece a
agricultura, aumentam os fogos”.
O presidente do Grupo
de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA),
João Joanaz de Melo, levantou a questão do investimento que os agricultores têm
de fazer para beneficiarem dos sistemas de rega das barragens.
“Há muitos terrenos dentro do perímetro de rega e muitos
proprietários não usam as regas por variadas razões”, nomeadamente pelos
“investimentos que têm de fazer”, afirmou.
E deu o Alqueva como exemplo: “No Alqueva, o problema é que
a maior parte não são usados em plena capacidade porque é caro instalar
sistemas nos terrenos”.
LUSA/PÚBLICO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ALBATROZES E PINGUINS EM RISCO DE EXTINÇÃO
Aves
marinhas como algumas espécies de albatrozes e pinguins estão em risco
de extinção, mais do que qualquer outro grupo de aves, revela um estudo
hoje publicado na revista científica Bird Conservation International.
| f |
Segundo os cientistas, 97 espécies de aves marinhas, incluindo 28 de albatrozes e pinguins, estão em risco de extinção, enquanto outras 35 encontram-se muito próximo desse limiar.
No estudo, citado pela agência Efe, os investigadores suspeitam que quase metade da população de todas as espécies de aves marinhas está a diminuir.
Os especialistas alertam que a Nova Zelândia, onde há 33 espécies de aves marinhas que não nidificam em mais nenhum outro lugar, é uma prioridade na lista de países que necessitam de proteção para as suas espécies ameaçadas.
JORNAL DE NOTICIAS
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
CLASSIFICAÇÃO DO SOBREIRO COMO ÁRVORE NACIONAL DE PORTUGAL PUBLICADA HOJE EM DIÁRIO DA REPÚBLICA
A instituição do sobreiro como Árvore Nacional de
Portugal, aprovada a 22 de Dezembro no Parlamento, foi hoje publicada
em Diário da República.
Esta classificação teve origem numa petição das associações ambientalistas Transumância e Natureza e Árvores de Portugal, que foi entregue no Parlamento no ano passado. A petição deu origem a um projecto de resolução subscrito por todos os partidos com assento parlamentar.
Segundo o ultimo Inventário Florestal Nacional (2005/2006), a floresta ocupa mais de 3,45 milhões de hectares; o sobreiro é responsável por mais de 716 mil hectares, ou seja, 23% do total nacional e 32% da área que a espécie ocupa em todo o Mediterrâneo ocidental. A espécie tem ampla distribuição no território nacional continental, estando presente desde o Minho ao Algarve.
PÚBLICO/LUSA
Esta classificação teve origem numa petição das associações ambientalistas Transumância e Natureza e Árvores de Portugal, que foi entregue no Parlamento no ano passado. A petição deu origem a um projecto de resolução subscrito por todos os partidos com assento parlamentar.
Segundo o ultimo Inventário Florestal Nacional (2005/2006), a floresta ocupa mais de 3,45 milhões de hectares; o sobreiro é responsável por mais de 716 mil hectares, ou seja, 23% do total nacional e 32% da área que a espécie ocupa em todo o Mediterrâneo ocidental. A espécie tem ampla distribuição no território nacional continental, estando presente desde o Minho ao Algarve.
PÚBLICO/LUSA
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
CADA PORTUGUÊS PRODUZIU 511 QUILOS DE LIXO EM 2010
O Relatório do Estado do Ambiente elaborado pela APA refere que, dos 5,184 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal continental, 85% corresponde a recolha indiferenciada e 15% a recolha selectiva – um valor que aumentou face a 2009 (13%).
O aterro foi o destino para mais de metade (61%) dos resíduos produzidos, com tendência de descida, seguindo-se a incineração com recuperação de energia, com 18%. A valorização orgânica foi a opção para 8% dos resíduos. O lixo recolhido em ecopontos ou porta a porta ascendeu a 356 mil toneladas.
O Norte e Lisboa e Vale do Tejo foram as regiões com maior produção de resíduos urbanos, com 31% e 39%, respectivamente, situação “muito possivelmente relacionada com o maior poder de compra e com a grande concentração de actividades económicas”, explica o documento. Do total de resíduos urbanos, cerca de metade são biodegradáveis. Destes, 64% vão para aterro, apesar dos esforços para a construção de infra-estruturas de valorização para cumprir os objectivos previstos na directiva comunitária.
Nos últimos anos, a produção de resíduos urbanos em Portugal tem aumentado a uma taxa superior ao desenvolvimento económico (Produto Interno Bruto - PIB), que desacelerou devido à crise económica. Nos últimos 15 anos (entre 1995 e 2010) aumentou o lixo produzido pelos portugueses. As excepções são os anos de 2001 e 2004, quando se registou um ligeiro decréscimo, e 2010, quando os valores se mantiveram.
A produção de resíduos urbanos em 2010 foi superior em cerca de 111 mil toneladas à meta estabelecida pelo Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), de 5,073 milhões de toneladas. Na União Europeia, a média de produção de resíduos era de 512 quilogramas por habitante em 2009, último ano com dados disponíveis.
PÚBLICO
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
ORYZON E TIMBERLAND PLANTAM SEIS MIL ÁRVORES
A Timberland
escolheu a Oryzon Energias para
coordenar a plantação de seis mil
árvores na Quinta da Peninha, no Parque Natural
de Sinta-Cascais,
fustigada há cerca de três anos por
incêndios.
Este é o segundo
ano consecutivo em que a marca de
roupa e calçado elegeu a empresa
do Grupo Catarino
para materializar
o projecto, sendo as espécies
autóctones escolhidas o
carvalho-negral, pinheiro-manso e
medronheiro. “O
objectivo passou por replantar uma
área ardida com espécies que permitam
criar uma barreira
contra os fogos
que habitualmente deflagram naquela
zona”, indicou fonte ligada à
organização da iniciativa.
Mais de 230
colaboradores da Timberland reuniram-se para
levar a cabo a acção de
reflorestação, numa área que é gerida
pelo Instituto de
Conservação da
Natureza e da Biodiversidade.
Recorde-se que a
Oryzon Energias já foi parceira
para a compensação das emissões de
gases com efeito de estufa de
organizações como a Brodheim (em 2010 e 2011)
e o Rock in Rio Lisboa (edição de 2010).
AURINEGRA
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
DESFLORESTAÇÃO NA AMAZÓNIA CAI PARA MÍNIMO HISTÓRICO
A desflorestação da Amazónia brasileira registou
no último ano o seu nível mais baixo desde 1988, quando tiveram início
medições regulares com imagens de satélite.
A destruição da
floresta amazónica tem vindo a cair desde 2004, quando atingiu perto de
28 mil quilómetros quadrados – quase a área de todo o Alentejo (31 mil
quilómetros quadrados).
Para a ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira,“é uma taxa histórica e representativa, sinalizando que continuamos com a nossa determinação de reduzir o desmatamento na Amazónia”. As declarações citadas pelo jornal O Estado de São Paulo foram proferidas na apresentação dos números no início de Dezembro, em Brasília.
A destruição da floresta amazónica tem vindo a cair desde 2004, quando atingiu perto de 28 mil quilómetros quadrados – quase a área de todo o Alentejo (31 mil quilómetros quadrados). A redução da área desflorestada é atribuída a medidas do Governo, mas também à variação nos preços dos produtos alimentares que resultam num maior ou menor estímulo à transformação da floresta em área agrícola.
Já em 2009/2010, a área desflorestada tinha-se ficado nos 7000 quilómetros quadrados. Nos 12 meses anteriores, tinha sido de 7500 quilómetros quadrados. Para o último ano, temia-se um aumento - em função de dados preliminares, obtidos com imagens de satélite de menor resolução. Mas, com dados mais detalhados, o retrato foi no sentido contrário.
Segundo o jornal Público, o anúncio da nova queda na desflorestação coincide com a tramitação, no Senado brasileiro, do Código Florestal, uma legislação que ambientalistas temem que incentive o abate de mais árvores. Numa versão preliminar, aprovada pelo Congresso em Maio, a proposta de Código Florestal previa reduzir a área florestal que deveria ser mantida intocada e amnistiava os cortes ilegais feitos antes de Julho de 2008.
A nova versão aproxima mais as posições defendidas pelos ambientalistas, mas ainda é alvo de críticas. O Governo admite mesmo que, com este código, ambiciona mais a recuperação de 300 mil quilómetros quadrados de áreas antes ocupadas por florestas, do que estimular a desflorestação.
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